18.10.05

a neura e o frigorifico

depois dos ovinos aritméticos, abri a porta do frigorifico. também ajuda a tentar não pensar em nada. e marcharam uma série de coisas. vou deitar fora a balança. ou ponho-a na prateleira mais alta do roupeiro, junto ás malas de viagem. o problema é que ja tinha cabido nas jeans e andava vaidosa. que raios, esta obsessão de não querer pensar em nada... e se eu tivesse um credo tipo o benfica ou nossa senhora de fatima ou a hola, mas não tenho nenhum para ancorar os neurónios... e os gajos do futebol que agora até são mais giros não chegam, a nossa senhora de fatima sempre me irritou com o cheiro a parafina e a hola é só gajas com a pele repuxada das plasticas e madeixas tipo peruca. a lida da casa não chega, não tenho perfil de cinderela e o trabalho também não, só me faz lembrar o que tenho de escrever e que não escrevo. assim: hoje contei carneiros que viraram flores de lã e assaltei o frigorifico. talvez vá tocar as campainhas se isto der para insónia.

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