30.11.05

como quem lê primeiro o fim do livro

ele insiste discretamente através das formulas de que dispõe. mail, recados, telefone em sms.
ela fica indefinida entre o ganhar um amigo e o ganhar um namorado - prevendo neste a precaridade a que se habituou. a sensação de déjà vu conhece-a de ginjeira, os leves arrepios causados por uma corte insistentemente discreta que qualquer mulher capta - vem como q nos genes, esta leitura. e os processos, todos parecidos e desiguais dos métodos de acedimento.
várias (talvez sempre excessivas) relações fracassadas, algumas mais definitivas do que outras, reuniram-se no rol de um histórico que muitas vezes revê no preenchimento das colunas das coisas boas e das coisas más com que às vezes realiza os balanços do afecto. sabe que qualquer abordagem é sempre diferente, que a paixão dissolve idiossincrasias que depois são reveladas e saltam cá para fora com toda a flexibilidade do tempo em que estiveram guardadas. estranhamente sente um cansaço, dói-lhe o flirt como uma ferida na pele.
com o tempo foi descobrindo que as suas paixões foram sempre construções, construções buriladas com uma tremenda boa vontade, boa vontade que descobria ludibriada sempre depois.foi entendendo a boa vontade como um defeito, disposta a disfarçar o aleijão por sobrevivência. entre o ficar cinicamente ceptica e a tardo-inocencia de acreditar há uma distancia abismal de movimento mínimo. a do resguardo. como um penso de queimado.

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