11.1.06

Manifesto

Adoro viver.
Mesmo nos dias em que corre tudo mal, e já não suporto a cabeça, contratempos, pequenos ruídos.
Mesmo quando fizeram de mim gato-sapato, me traíram, usaram, gozaram.
Adoro viver, porque sei isto, como vós: amanhã, e depois, e todos os dias, acordarei de consciência lavada, e sentir-me-ei limpa e feliz, porque não me estraguei na feira das mentiras, nem na do prazer ou da dor.
Tenho o futuro inteiro muito meu, muito branco, todo livre. Tenho outras manhãs, outras noites. O amor inteiro, hei-de ter.
Não alimento medo. Quando o tenho, abro os olhos e mantenho o passo. Não corro, porque os cães atacam sempre quem corre.
Eu aprendi. Não pude ser lavrada pela feira do ódio. Não havia espaço. Não há.
Eu amo.

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