26.1.06

Ontem

esqueceste-te de um bocadinho do teu coração e eu apanhei-o do chão e guardei-o no bolso. Foi chato, porque tinha lá dentro uma pastilha elástica meia mastigada, aquilo pegou-se tudo e foi o cabo dos trabalhos para o limpar. À custa de muita paciência, lá lhe retirei os restos da gorila de menta e uma ou duas moedas de cinco cêntimos que, entretanto, se misturaram com aquela porcaria toda. Bem, mas o que eu te queria dizer é que o tenho aqui comigo, esse pedacinho de qualquer coisa que te pertence, e que o embrulhei a vácuo, para que não oxide nem se gaste (quem sabe, talvez um dia o venhas buscar). Espera, lembrei-me agora! Tu não te esqueceste dele, deitaste-o fora, assim é que foi! Deitaste-o para o chão e até o espezinhaste quando me viraste as costas, numa tentativa deliberada de o inutilizares.

Eu e esta minha mania de trazer o lixo todo para casa.

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