27.2.06

Diferentes medidas para semelhantes pesos

As notícias chegam-nos muito atrasadas aqui ao convento, que nem sempre a madre nos deixa ver o telejornal, e depois, quanto a jornais, temos de esperar que o senhor cura por cá passe com os da semana anterior...
Parece que se andou aí fora a falar sobre as senhoras fingirem o orgasmo sem os senhores darem por nada, o que para nós, irmãzinhas, que nunca fingimos nada umas com as outras, é uma heresia.

Segundo o estudo, 24% dos homens reconhece que as mulheres têm dificuldade em atingir o orgasmo, sendo que 32% das mulheres admite o mesmo. Uma diferença de 8%.

Mas, segundo o mesmo estudo, apenas 23, 8% dos homens admite sofrer de algum tipo de disfunção sexual, sendo que 50% das mulheres refere detectar problemas com a função sexual dos companheiros, nomeadamente "diminuição do desejo", em 50% dos casos. Uma diferença de 26,2%.

Ainda dentro dos problemas apresentados pelos homens, 13% revela sofrer de disfunção eréctil, mas as mulheres afirmam ser na ordem dos 22% . Diferença de 9%.

Quanto às alterações da ejaculação, precoce, retardada, etc., 45% das mulheres detecta esse problema nos parceiros, mas apenas 13% dos homens o reconhece. Diferença de 32%.

Note-se que o estudo foi feito numa amostra de 1250 homens e 1250 mulheres, obviamente anónimos.

Ora estes resultados colocam-me uma questão que gostaria de partilhar convosco.
Por que motivo a notícia dá enorme relevância ao facto de haver uma diferença de 8% relativamente à opinião de ambos sexos sobre o orgasmo feminino, concluindo que essa percentagem corresponde a orgasmos simulados, e deixa em letra pequena os resultados sobre os homens, não concluindo, da mesma maneira, e pelas diferenças registadas, que 26,2% dos homens não admite sofrer de disfunção sexual; 9% dos homens não reconhe a sua disfunção eréctil, e 32% dos mesmos desconhece sofrer de problemas relacionados com a ejaculação?

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