22.2.06

Diário de Santinha I

O senhor cura, no último Natal, ofereceu-me esta escultura de uma ave exótica, e obrigou-me a segurá-la nas mãos enquanto me pedia que repetisse o fio das suas palavras, como em oração "leva-nos ao paraíso, irmã; leva-nos ao paraíso, irmã; guarde-a perto de si, irmãzinha; traga-a sempre voando dentro de seu peito".
Estas foram as palavras do cura Imaculado, que não esqueci.
Prantei a delicada ave estilizada em cima do tampo da mesa de cabeceira, na minha cela, e aí a guardo, e olho para a dita imagem, de manhã e à noite; e penso nela durante as orações da tarde; e todo o santo dia do senhor.
A ave exótica voa a todas as horas dentro de mim, e há-de ser por ela, com ela, através dela que alcançarei o paraíso.

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