25.2.06

Vida social

Ainda sobre o crime praticado pelos alunos da escola do Porto:
- o pai de um deles, pedreiro no desemprego, praticamente analfabeto, não sabe se o filho tem 14, 16 ou 17 anos. O miúdo vai a casa todas as semanas, mas ele não o vê há 15 dias. A mulher, da mesma idade, está reformada por invalidez, porque "tem problemas da cabeça". O senhor esteve esta semana no tribunal porque bate na mulher que tem problemas de cabeça, e diz que está farto de tribunais. Agora, isto do filho mais novo é que é uma chatice. Não sabe o que faz o filho nem com quem anda nem por onde, mas não acha que possa estar envolvido.
Aposto que o senhor Albino, assim se chama o pai do menor, nunca disse nada contra paneleiros brasileiros, e nunca levou nem deu, no cu, aos outros.
Claro que a personalidade do senhor Albino se formou do nada. Dá porrada na mulher a partir do nada. A mulher aceita não porque seja normal as mulheres aceitarem porrada, e porque entre marido e mulher ninguém mete a colher, mas do nada. E os filhos do Albino e da que leva porrada do Albino, mesmo internados 5 dias por semana nas Oficinas de São José, vão, a partir do nada, sobreviver ao meio do qual provêm. A sociedade não tem culpa nenhuma, isto é tudo da exclusiva responsabilidade da irresponsabilidade do senhor Albino e esposa que vivem numa "ilha" da Campanhã.
Li isto no DN de ontem. Não me está a apetecer meter link, mas encontram na página 2.

Alguma das pessoas que aqui vêm, ou que aqui escrevem, pode descrever um dia numa ilha da Campanhã? Entrei numa, sem saber onde entrava, há uns 20 anos. Alguém pode refrescar-me a memória, e a de todos?

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