1.3.06

A bondade e o bem

No Verão do passado ano, creio que em Agosto, uma figura ecuménica internacional, o Irmão Roger Schutz, animador da comunidade ecuménica de Taizé, foi assassinado por alguém com distúrbios psíquicos.
Aconteceu-me ler, agora, uma crónica, referindo palavras que pronunciou, e veio, de novo, à minha mente, o caso dos meninos-assassinos do Porto. Estas foram as palavras do Irmão Roger:

Por mais radical que seja o mal, não é tão profundo como a bondade. Aqui está a chave da mensagem. A violência gratuita, a violência cega, apenas a violência, como expressão do mal, não pode fazer-nos esquercer a bondade e o bem.

E o que quero dizer é só isto: se os meninos assassinos fossem nossos filhos, o que quereríamos dar-lhes como castigo? Fechá-los, espancá-los, retirar-lhes todos os direitos, humilhá-los? Ou ensinar-lhes, agora, que talvez ainda seja possível, a bondade e o bem? Que é possível contruir o que se destrói, mesmo quando se destrói tanto.
Haver psicólogos disponíveis para os acompanhar e tratar até à entrada na idade adulta. Integrá-los em projectos de trabalho a favor da comunidade. Facultar-lhes ocupação dos tempos livres com actividades de expressão artística ou desportiva. Pareceria estarmos a pedir mais do que para os que nada fizeram. E estaríamos, sim, porque estes precisam mais, precisam com urgência.

Encerrá-los em instituições prisionais ou semelhantes, sem acompanhamento, em nada melhora a situação. Queremos mais 14 criminosos ou preferimos fazer deles cidadãos responsáveis?




referer referrer referers referrers http_referer Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com