24.3.06

Estou de dieta desde que nasci


Oh, meu Deus, tenho tanta fome, uma fome tão negra que não há copázios de chá verde nem vermelho nem de leite com café e adoçante nem cenouras nem maçãs nem iogurtes com farelo nem nada, nada, nesta casa que me mate esta fome de séculos.
Tenho tanta fome, tanta fome, tanta fome que dava 20 euros por uma carcaça barrada a manteiga, mesmo sem sal. E massa, um grande pratalhão de massa com queijo e oregãos e azeite e azeitonas. Hidratos de carbono, muitos, nutritivos, saudáveis: 40 euros. Dou. Já.
Não há nada neste mundo que me mate esta fome, que algo me diz que não é fome, mas que até me aperta o esófago até chegar ao estômago e enrola-me o gasganete.
Tenho fome, fome, fome, fome, muita fome. Estou a morrer de fome.
Porque é que os outros podem fumar 30 cigarros por dia e eu não posso comer 3 carcaças, normalmente? Quero pão! Quero pão de Mafra com manteiga e pão alentejano com queijo. Quero pão de mistura com ovo. Quero pão de forma com delícias e alface e tomate. Quero uma sandes americana. Quero um folhado. Não, quero vários folhados de diferentes qualidades. Quero croissants quentinhos de massa folhada, tenrinhos, acabadinhos de sair do forno e a cheirar a croissants.
Ai, tenho tanta fome. Vou ali comer um iogurte.

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