9.3.06

Sangue (para mim)

Certos meses seriam riscados do tempo. O Sol escondido. A auto-estrada a arder; os pulmões expirando fumo. A vulva ardia-me, dois dias depois. Eu nunca teria feito amor de novo. Tinha-te pedido. Estando tão limpa, trazia o meu corpo ainda cheio de sangue. Para sempre cheio de sangue.
Talvez pudesse repetir, acabou, não o amo, não me ama, não o amei, não me amou. Conjugar verbos ocasionais e gratuitos. Não me ama. Não me amou. Talvez pudesse decidir como uma rainha ousa, beija, faz. Talvez tanta coisa. Talvez pudesse adormecer e esperar o próximo século. E nele, talvez tu. De novo. Tu viesses. Tu me beijasses. Tu fizesses amor comigo dois dias depois de o meu corpo ter emergido de tanto sangue. E talvez tu fosses, pela primeira vez, a verdade. Para mim.

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