29.11.06

"Comó caralho tende para o infinito, é quase uma expressão matemática"

Este comentário é genial. Merece poste, merece poste.
Quem o deixou aqui em baixo, não já a seguir, mas no outro, foi assim sim. Não sei se será o autor do texto, mas que me divirtiu, foda-se..., divertiu!


Um dia alguém disse:"O níveis de stress de uma pessoa são inversamente proporcionais à quantidade de "foda-se!"que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?. O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima. Torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. LIBERTA-ME.
"Não quer sair comigo?! - Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nascem por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuinos sentimentos.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão melhor traduz a ideia de muita quantidade."Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.
"A via lactea tem estrelas comó Caralho"; "O sol está quente comó caralho"; "A gaja é boa comó caralho"; etc etc etc.
Deste género existe ainda, mas expressando a mais fabulosa negação "nem que te fodas". O "nem que te fodas"é irretorquível e liquida o assunto. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pensem na sonoridade de um "puta que pariu!", ou no seu correlativo "pu-ta-que-o-pa-riu!" falado assim cadencialmente silaba por silaba. Diante uma noticia irritante, qq "puta que o pariu!" dito assim, põe-nos novamente nos eixos.
E o que dizer do famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa derivação "vai levar no olho do cu!"
Seria extremamente injusto não registar a expressão de maior poder de definição do Português vulgar: "Fodeu-se!" e a sua derivação mais avassaladora: "Já se fodeu!" ou "já me fodi!". Conhecem definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau mais inimaginável de ameaçadora complicação? Esta expressão inclusivamente insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Só para concluir, imaginem um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, educação e justiça são de fraca qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil, e em pouco tempo as reformas têm de baixar e o tempo para a desejada reforma tem de aumentar.... tu pensas: "JÁ ME FODI!"


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