31.12.06

Um Ano Feliz para todos





Em nome de todas nós da Sociedade Anónima, um 2007 com muita saúde e felicidade para todos.

28.12.06

Se um gajo pensasse neles não se chamavam imprevistos

Um gajo fica sem fecho central.
É chato e tal... fechar/verificar 2 ou 3 portas em vez de fechar uma e não pensar mais nisso, ter que me esticar toda pra deixar alguêm entrar...
Enfim, uma descida de qualidade de vida, mas quesafoda que a vida tá cara, o tempo escasseia e não me apetece resolver esse problema em particular, e agora tenho de ir pró porto e tenho de estar lá às 10 em ponto.
O que um gajo às vezes se esquece é que o fecho central também serve para abrir o coiso por onde se mete a gasolina.

Cem assentos

Um pincel do caneco, isto de nao ter acentos.
Estou um bocado farta de posts de Natal e essa coisada toda, mas nao queria deixar de agradecer todos os sms que me enviaram. Acho essa coisa dos sms de Natal (e daqui a uns dias muito pior, os de Bom Ano) completamente idiota, mas claro, depois se um gajo nao os envia, fica toda a gente ofendida que nao nos lembramos dos amigos, na difusao geral da mensagem de natal, recopiada do amigo com mais piada.

Este ano recebi as classicas todas, as dos anos passados e as novas, as copiadas e as um bocadito mais originais. Tambem recebi algumas que nao sei de quem eram e perguntei aos remetentes (tambem por sms): gente conhecida cujos contactos tinham ficado nas entranhas do ultimo telemovel avariado. Tambem recebi de gente que nao sei quem e alguns reencaminhamentos de mensagens de familias inteiras que tambem nao sei que sao. Bem haja a essa gente toda.

Mas queria mesmo era deixar um agradecimento especial a Joana. Nao sei quem e a Joana, mas e uma rapariga muito amavel e imbuida de espirito natalicio, a avaliar pelo dialogo que aqui se tenta transcrever do telefonema que recebi:

- Toue?
- Sim?
- Olhe la, daqui ei a Joana.
- erm...
- Bocei mandoue-me uma mensage e eu num seie quem boce ei.
- Eu..
- E ainda perguntoue quem eu eira.
- Ah! A Joana (nao estou a ver quem e) mandou-me um sms e como eu perdi os contactos...
- Quem ei bocei?
- O meu nome e Catarina e...
- Dadonde? Num conheco nenhuma Catarina!
- Pois mas a senhora e que me enviou um sms e eu perguntei que era...
- Num sei quem boce ei!
- Bem entao deve ter sido engano, mas tudo bem, feliz natal para si!
- Ta benhe.

E desligou. Obrigada, Joana. Agora que tenho o seu numero de telemovel, nao me hei-de esquecer de lhe desejar um Bom Ano. Afinal, no meio dos sms, ainda foi das poucas pessoas com quem falei ao telefone no dia 24 de Dezembro, isso conta, nao acha?

24.12.06

Feliz Natal

a todas vocês, minha lindas da Sociedade Anónima , junto a todos os vossos amores.

Caros leitores e leitoras deste blog,
Festas Felizes para todos.
Da Krassi

Deixo-vos o "White Christmas" com o Bing Crosby:
I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases be white



In my place
E pronto. A casa está de Natal, há luzes a piscar do hall à sala, a árvore está linda e as compras estão feitas. Os desejos estão embrulhados em papel vermelho com pais natais, as tristezas em caixas douradas com bolas verdes, as saudades embaladas em cartolinas prateadas com estrelas azuis e as alegrias em pacotinhos com laços de seda.

23.12.06

no sapatinho

Este Natal, meu querido, é a ti que quero, desembrulhado, sem etiqueta e com um laço bem apertado.

E porque é Natal...



"Totally unprepared am I to face the world of men
Timid and shy and scared am I of things beyond my ken"


"The Sound of Music" deve ser dos filmes que eu mais vi em toda a minha vida. Na versão original mas também nas variantes francesas e espanhola. Para quando uma versão em português? Acho que já se justifica! E até lá hei-de ir ver a peça do La Féria se conseguir arranjar bilhetes.

O Natal é uma época por excelência para se ser piroso à última casa. É a altura em que todos se recordam mais pungentemente da sua querida mãezinha e do paizinho e da rica familiazinha que deixaram lá nos confins de sabe-se lá onde e que me parece muito bem que sejam recordados, pena é que às vezes seja mesmo só uma vez por ano…

Entre os prazeres desmesurados do consumismo desenfreado e as belas larachas das famílias que se juntam para sorrir para a fotografia, acho que é normal algures no tempo eu ter perdido o meu espírito natalício o que me leva a remar contra a maré nesta época do ano.

Mas ok, até a minha alma empedernida reconhece que há algumas vantagens! Temos os feriados e as tolerâncias, temos o laxismo que é mais evidente nesta altura do ano mas que também nos beneficia a nós após mais um almoço bem regado, em que por mais que tentemos concentrarmo-nos não conseguimos de todo destrinçar tanta palavrinha junta que não pára quieta e tanto dança que nos enjoa sobremaneira… se bem que convém não perder a compostura à frente do chefe… mesmo que a boa vontade seja geral, ele há limites! Tem o reverso da medalha, que isto os copos tolham-nos a vista mas também nos soltam a língua e acabamos por nos ouvir confessar coisas a colegas que nunca vimos mais gordos nem mais magros e arriscamo-nos a entrar no novo ano com uma bela reputação… mas enfim, que se lixe!

É, e foi por isso também que eu voltei a recordar-me desse velho filme da minha infância, adolescência e juventude. Tá pejadinho de referências e conselhos que apesar de tudo permanecem intemporais… É, totally unprepared am I to face the world of men…

Boas festas e feliz Natal para todos!

E AINDA LEVAS ESTE

jingle bell rock



Um exemplo encantador de aculturação da iconografia. :)

NO YOU TUBE FOI O QUE SE ARRANJOU

Jingle Bell Rock



Consegue ser ainda mais desconexo na relação audio/imagem que um filme mexicano. :D

22.12.06

Let's NOT rock this Christmas thing!

Sou a única pessoa no mundo inteiro que não consegue enfiar uma porra de um filme do youtube no blog.
Não me ensinem...quero lá saber! Ide ao google e procurai por Jingle bell Rock que estou muito ocupada a ver todos! :)

fica aqui um dos links:

http://www.metacafe.com/watch/71690/jingle_bell_rock/


(não, não é uma escolha à toa...sim, é uma metáfora, prata da casa, paralelismo com a minha falta de jeito, sim, é isso, sim estou a explicar um post, devo estar maluca, é o espírito natalício...)

18.12.06

Não se pode saltar este Natal?

Para se gostar do Natal, tal como se concebe o Natal, é preciso ter família. Pai, mãe, filhos, irmãos, sobrinhos, tios, primos, genros, noras, cunhados e cunhadas. É preciso ter amigos e convites para almoços de Natal. Para se gostar do Natal, como se concebe o Natal, é preciso ter dinheiro para comprar prendas, e paciência para o trânsito e a multidão enlouquecida nas compras compulsivas. Digamos que, para que de facto fosse Natal, tal como não se concebe o Natal, seria necessário que as sem-abrigo das cidades parissem, de novo, meninos e meninas que salvassem o mundo sem a dor do seu sangue.


Bob: It gets a whole lot more complicated when you have kids.
Charlotte: It's scary.
Bob: The most terrifying day of your life is the day the first one is born.
Charlotte: Nobody ever tells you that.
Bob: Your life, as you know it... is gone. Never to return. But they learn how to walk, and they learn how to talk... and you want to be with them. And they turn out to be the most delightful people you will ever meet in your life.
Charlotte: That's nice.

(Lost in Translation )

17.12.06

Santa Baby video by Darren Stewart-Jones
Charlie Brown Christmas

espera

Os lentos não são lentos; são espertos. Não têm pressa. Enquanto demoram, o tempo deles vai durando. Dura mais que o dos outros. Os lentos olham para o tempo e vêm-lhe a duração. Os rápidos perdem tempo, mas não eles. Ao contemplarem o durante, os lentos ganham tempo.

16.12.06

o corpo como unidade de medida

As minhas mãos contam pelos dedos as mãos de homens a quem se deram amorosamente. Pronto, e pelos cinco dedos de cada pé, também. Os lábios já não se lembram a quantas bocas se deram. A língua deu-se a muitas partes do corpo e não decidiu como proceder à contagem. Abaixo do osso púbico uns quantos chegaram, com distintas pontas e prolongamentos. Foram muito menos aqueles a quem chupei um dedo do pé.

15.12.06

Saga de uma gaja desencartada da vida – parte I

(Posta inteiramente dedicada ao amigo e caríssimo comentador assim sim que me evitou uma segunda ida à DGV porque tinha planeado lá ir hoje da parte da tarde (pois não sabia que fechava às 15:30!) e assim fui logo de manhãzinha tratar do assunto que já previa moroso! Um grande bem haja a todos os que partilham estas experiências connosco que nestas coisas como em tantas outras tamos sempre a aprender, e todos os dias!)

Foram, confirma-se, duas horas de espera. Para entregar a carta a um senhor com cara de poucos amigos que ainda se chateou porque a morada da multa não era a mesma da carta. Ainda tirei duas senhas porque havia duas categorias nas "contra-ordenações" (e já agora para se entregar a carta é a senha O e não a P) e eu já tava naquela que ia ao número que aparecesse primeiro que por acaso até foi o da senha O.

Deu ainda para passear pelo campo pequeno, ir à farmácia comprar gotas para um nariz que teima em pingar e ouvir um gentil “aqui tem menina” do farmacêutico, o que é algo que nos faz sempre sentir pelo menos dez anos mais novas.

E depois claro foi pegar no carro que por acaso ficou devidamente bem estacionado e vir até ao escritório tentando lembrar-me que não devia andar a mais de 60km/h e vendo um carro da polícia ali mesmo parado ao meu lado logo no primeiro semáforo e sentir-me como uma adolescente que acabou de perder a virgindade e vai ao encontro dos seus pais perguntando-se se será que se nota que acabou de fazer algo ilícito… mas pelo menos os polícias não notaram diferença nenhuma em mim e lá seguiram indiferentes ao facto de estar uma gaja desencartada a conduzir-se mesmo ali ao lado.

Tirando a espera diria que a coisa até começou bem!

60 days and counting…

ah é verdade

mudei ali uns settings nos comentos. :)


a ver vamos, já dizia o ceguinho...

Correspondência amorosa - delete

Agora que a correspondência (amorosa ou de outra) já não chega pelo correio, em envelope selado, é um verdadeiro inferno limpar as nossas inboxes de toda a lixarada que se trocou em tempos, quando se achava que a coisa não era lixo e sim a melhor escrita à face da terra e restante universo.

Pois deixo um conselho para a melhor gestão dessa correspondência: as senhoras (e os senhores, claro) quando se entusiasmarem e começarem a trocar missivas já com algum rubor e posterior desvergonha - é sempre assim - abram um endereço novo de email. Naquela, até cai bem, agora tenho um email só para ti, querido/a.

Depois, quando a coisa der para o torto e o romantismo se transformar em BLLHARC! eu escrevi isto? escreveram-me isto? CREDO!, fecham o endereço e nunca mais abrem. E escusam de andar ali pelo email fora, a encontrar pedaços de coisas que nunca deveriam ter passado de letras a palavras (mas a malta quando se apaixona fica a modos que aparvalhada...)

14.12.06

persuasão

- Mano, assim não... epá, tu não sabes ser o mau!
- Eu sei, pois não... mas eu sou o bom!
- Então, se és o bom, tens que sofrer! Não sabes que os bons estão sempre a perder ao princípio? Só depois é que dão a volta e ficam a ganhar...

Adenda: a conversa foi entre os meus dois filhos. a brincadeira em causa era uma luta. o mais velho tentava persuadir o mais novo de que os bons começam sempre por levar, como se ser vítima fosse uma característica do bem. o mais novo retaliava e o irmão tentava convencê-lo de que assim, além de estar a fazer de mau, não cumprindo os papéis previamente combinados, não o estava a fazer de forma convincente. não percebi se haveria argumentos que sustentassem esta tese, já que eu estava na cozinha antes de ter ido lá pôr fim naquilo, o que aconteceu assim que ouvi esta conversa. mas suponho que fosse mais um passo na manipulação em curso. pronto, era isso.

12.12.06

Quem corre por gosto não cansa

Que é como quem diz que quem acelera na estrada arrisca-se a levar uma multa de excesso de velocidade (ou duas ou três) e depois a ter que ficar sem carta durante dois meses. DOIS meses!! "É bem feita!", pensarão uns que acharão que ando por aí a velocidades demoníacas quando a bem dizer o pé pesado é mais por distracção do que por qualquer outra razão.

Ainda nem a entreguei e já tenho saudades dela, da minha rica cartinha de condução que já me acompanha vai para mais de metade da minha vida inteira. É como se fosse uma extensão de mim… o que farei eu sem ela? Vou-me sentir despida, desprotegida, partida e perdida! Ó inclemência, ó martírio! Mas é que ainda pensei na tal da impugnação judicial mas teria que me deslocar a um tribunal administrativo na área da infracção, algures bem a leste de onde moro, e apresentar alegações e sei lá mais das quantas para que o tribunal me deferisse o pedido. É caso para dizer que neste caso cumprir a lei dá menos trabalho do que não cumprir!

Agora é só dirigir-me ali à Direcção Geral de Viação (já estou em modo de mentalização), e subir umas escadas e depois descer outras e dirigir-me lá a uma menina com cara de poucos amigos que me vai tentar arrancar a minha rica cartinha da mão e eu com aquele olhar absurdo de espanto como que a tentar mostrar-lhe que não controlo já os meus dedos e que se calhar será preciso arrancá-los pois que eles não se desprendem da minha rica bendita cartinha e a menina já a bufar a ameaçar-me com qualquer coisa, talvez um agrafador daqueles grandalhões que partem bem um dedo ou dois se lhes cair em cima, e eu mesmo assim inexplicavelmente sem conseguir tirar os dedos da minha rica cartinha…

E começar a poupar para os táxis que sinceramente não me estou a ver a andar de transportes públicos com mochilas que pesam mais de 20 kg e mais crianças que primam por pedir colo nas alturas em que nos sentimos menos propensas a armarmo-nos em burros de carga e ainda por cima nesta altura do ano que vai estar um frio de rachar e uma chuva brutal a cair e eu ali feita parva de braço esticado à espera do táxi ou do autocarro com crianças amuadas, extenuadas e birrentas e apetecendo-me deixá-las ali mesmo e pirar-me no primeiro avião ou helicóptero que se atravessar no meu caminho e tentar não ser atropelada ao saltar por cima dos carros na vã tentativa de alcançar a minha fuga para fora desta história! Ufa!!

(Estou brutalmente chateada, é o que é e mai nada!
E nada de me virem dizer que a culpa é minha ó por quem sois!!)

Existência: efeitos secundários

Na blogosfera, como na vida, detesto cobardes, e o mundo está cheio deles. Todos têm medo de tudo. Da exposição. Da opinião. Sobretudo do respeito. Os cobardes têm uma grande fobia ao respeito pelo outro. Sinceramente, prefiro os burros. Excepto, claro, se os burros forem também cobardes, o que, lamentavelmente, também ocorre.

10.12.06

Ao sol com o meu amor perdido

Foto de Joe Budner, Óbidos

Quando está um dia tão bonito, como o de hoje, alcanço, do meu castelo, o castelo vizinho a mais de 8 léguas. Vejo os telhados bronzeados das casas que o rodeiam, e a mancha clara das paredes caiadas, plantadas no sopé de pedra escura daquela colina distante. Lá longe vive o meu amor. Em dias tão bonitos, como este, apetece-me voar para dentro do sol com a memória do meu muito antigo amor distante.

9.12.06

oh rudolph

Ter tido o prazer de comer umas fatias de rena fumada ao jantar, nesta quadra, deu-me ainda o bónus de ter ficado a sentir-me (hélas!) autora de uma acção pecaminosa.

7.12.06

À procuta de um avatar, digo oferta de uma namorada blogger virtual ou qq coisa do género - parte I

Se calhar esta parte será mesmo a primeira e única da saga mas como houve respostas (pois que as houve!) a gente vê-se na obrigação de dar seguimento à coisa.

Ao meu querido Leão que já tem lugar cativo no meu coração digo-lhe que isso do ter mercado é uma coisa relativa até porque interessa mais quem nós queremos do que quem nos quer a nós. Carácter já eu vi que sim e dedicação pois que também. E consigo eu entro em qualquer jogo e em qualquer dia… falta-lhe só nomear o seu blog, condição indispensável para ser um candidato em lugar elegível!

Animal, pois por supuesto que tamos com mais de 35 anos que não é de meninices que isto se trata! Mas se temos que o partilhar com a santinha às 5as feiras à noite a coisa complica-se. Até porque gaja que é gaja detesta competição e há, pois que ainda as há, as que sabem retirar-se com elegância perante tamanha assertividade. Santinha, minha amiga, vai-te a ele! (E minha amiga, lembra-te desta minha generosidade quando me vires a fazer-me ao piso ali ao querido Leão tá bem?)

Ao lusitânea nem sei que responda pois que acho que deixei ali bem claro que não haveria descriminação de espécie alguma excepto no caso de a miúda se converter ao islamismo e querer ir ao céu reclamar a companhia das tais virgens que lá estão guardadas apenas e só para os homens!

O amigo ness xpress avançou por ali fora numa viagem nostálgica que lhe deve ter sabido muito bem mas pelos vistos dispensa companhia, tirando talvez as garrafas de 21 anos ou mais…

A cilinha e o luís já se acertaram por ali portantes ó menos que haja diversão na caixa de comentários apesar de ninguém ter entendido o que se passou a não ser os próprios! Meus lindos têm a minha bênção para se fazerem maldades um ao outro para o resto da eternidade (ou pelo menos enquanto ainda houver vida neste blog!)

Nuno amigo, um namoro real é de homem, sim senhor. Mas infelizmente esta miudagem de hoje em dia já tá tudo noutra onda tá a ver? Tamos na era dos namoros descartáveis, é mais prático assim, vá-se lá entender isto!

E um grande beijo para a nossa chefinha que anda entretida a ver os avatares a voar ou a dançar ou a fazer uma data de coisas ao mesmo tempo que a gente nem sabia que a realidade virtual chegava a tanto, não era?

Cumprindo o serviço público!

Vejo por que há gajos que não sabem o que é um avatar! Pois esclareçam-se que é para isso também que a blogosfera existe! Felizmente não só! E nem sequer era isso que me trazia aqui hoje mas pus-me a ler umas coisas e fiquei baralhada. E lembrei-me que ainda não tenho uma coisa dessas… mais uma prá lista interminável de coisas que hei-de fazer um dia quando o sol nascer para todos (que não será hoje que o amanhecer foi bem molhado…)

Então é assim, depois da controvérsia gerada pelos posts da Santinha dos namorados bloggers eu vinha cá perguntar se alguém está necessitado de uma namorada virtual. É, oferece-se uma namorada blogger. Enfim, blogger a bem dizer não é bem o termo porque esta gaja já teve mais blogs que sei lá o quê, é mesmo caso para dizer que muda de blog como quem muda de camisa! Prontes, tá bem ela é um bocado inconstante, há isso a apontar-lhe mas a miúda até se esforça, há que reconhecer e dar-lhe o devido valor por isso também!

A miúda é flexível e dá para todos os gostos, vai a todos os lados e tem sempre elogios a fazer, mesmo que o tamanho não corresponda às expectativas! Sim, ela gosta deles grandes mesmo que não o assuma nem perante a ameaça do castigo divino, que na verdade não é grande ameaça que ela sempre disse que o inferno lhe soa bem mais apelativo que o céu, porque se a gente se dá ao trabalho de ir para lá parar e depois nos aparecem os anjos sem sexo comé que é? A bem dizer talvez fosse melhor converter-se ao islamismo que aí sempre há a tal hipótese das virgens e coiso e tal… ai mas tão-me ali a fazer sinal que isso das virgens no paraíso é só prós homens! É que nem na morte há igualdade de direitos ó que porra!

Mas voltando aqui ao assunto da namorada blogger, a gaja não é muito certinha, mas também hoje em dia quem é que é? Mas até diz assim umas coisas com piada quando está inspirada. O que pode acontecer é que em noites de lua cheia poderá enganar-se no blog e espalhar comentários mais provocadores em vários blogs na onda do que tudo o que cai na rede é peixe, esquecendo-se temporariamente do namorado ou namorada que podem ou não achar piada à amnésia temporária. Bem lhe digo que assim não dá, que a gaja tem que se concentrar numa só pessoa, mas a miúda teve um grande desgosto de amor e a partir dessa altura meteu na cabeça que nunca mais será de ninguém e agora não há nada a fazer! Olha, eu quero é despachá-la e depressinha que tanta agitação já cansa! Portanto quem quiser uma gaja dedicada (mas não fiel, que isso ó meus amigos já é pedir muito) é favor fazer-me chegar os pedidos que eu cá me arranjarei para doutriná-la e reencaminhá-la nos caminhos do senhor (ou da senhora que a gaja não é esquisita e dá para os dois lados!)

Não se aceitam é reclamações nem se dá garantias que isto hoje em dia cada um sabe de si!

6.12.06

Regras para encontros imediatos de vários graus na blogosfera portuguesa II

Segunda regra - Se não resistirem à beleza do blogger, nem às falinhas mansas, e caso ele já tenha provado ser bom na cama, e só nesse caso, acabar imediatamente com o blogue pessoal.
Nenhuma blogger pode juntar namorado e blogue. Ou um ou outro.
Os namorados-bloggers têm uma relação perversa com os blogues das namoradas. Eles odeiam os nossos blogues, têm ciúmes do tempo que lhe dedicamos, do tempo que não lhe dedicamos, mas que, de acordo com as suas paupérrimas imaginações povoadas de testosterona, quereríamos estar a dedicar.
Vigiam-nos o blogue melhor do que um segurança contratado 24 horas por dia. Primeiro, acham que tudo o que escrevemos os visa directamente, mesmo qu escrevamos sobre o sol, as pedras, as chuvas. Esquadrinham os textos buscando referências que pensam termos dissimulado só para eles. Só eles compreendem que a frase "atirei-lhe dois calhaus à cabeça" quer dizer "despertou em mim o amor que ainda não se tinha revelado com a actual pujança". Mais ou menos isto. Vigiam-nos as caixas de comentários de fio a pavio. Quem comentou, e quem devia ter comentado. Ou não. Que respostas demos, e as que devíamos ter dado. Ou não. As respostas que eles próprios, namorados, dão aos comentários dos que consideram ser nossos amigos, e que é mais ou menos, "okay, o teu comentário é giro, mas ela é minha!"; as respostas aos comentários dos que odeiam, e que são do género, "okay, ela é minha, e se quiser descubro o teu ip e... [não faço nada porque não tenho tomates, é só uma ameaçazita à distância] repito, ela é minha!".
Nos nossos blogues deixam comentários que nos fazem tremer, como, "olá querida, beijinhos, adoro-te, adorei o que me fizeste ontem à noite. Desculpa se agora não tenho tempo para comentar o teu texto propriamente dito."
Nos seus próprios blogues, onde nós não comentamos por medo, informam todos os bloggers nossos amigos sobre a relação, "Olá, gosto muito de te ter aqui, e aproveito para te informar que eu sei que a minha namorada-blogger te conhece, e que por acaso até fiquei sabendo, sem querer, que vós tendes, em comum, um blogue secreto sobre "como enrolar um bom charro", porque eu estava em casa dela, e ela esqueceu-se de fazer log out, e... eu sei que tu sabes que eu sei que tu sabes, coiso e tal!"
É por tudo isto que a segunda regra tem de ser cumprida à risca. Namorado-blogger é sempre o fim do nosso blogue. Não esqueçam.
Evitar.
Por muitas funcionalidades que um namorado possa ter, nunca igualará o prazer que nos dá a fragmentada minúcia de uma caixa de edição do Blogger.

Regras para encontros imediatos de vários graus na blogosfera portuguesa I

Primeira regra - Nunca, por nunca ser, arranjem namorados blogger. Blogger deve ser eliminado à partida, mesmo que seja bonitinho e com falinhas mansas. Mesmo que diga que não se importa que sejamos da idade das suas mães e que adoram a nossa celulite, que somos lindas, e os nossos olhos e a nosso voz... Népias. Não dar hipóteses a candidatados vindos da blogosfera. A nossa liberdade criativa fica gravemente ameaçada.

4.12.06

Não sei

Nem ninguém sabe de onde vem a morte. Pode vir de qualquer lado e a qualquer altura. E às vezes sentimo-la a rondar-nos e a rondar aqueles de quem mais gostamos. E às vezes sentimos mesmo o vazio da sua crueldade ao roubar-nos uma luz que nos aquecia e nos iluminava o caminho. A morte nunca se espera. Apenas vem. Sempre quando não convém, nunca convém. Rouba sempre alguém que fazia falta, que nos fazia falta. É sempre impiedosa, cruel, impaciente e acima de tudo imbatível.

Talvez a morte more mesmo dentro de nós e a vida seja apenas uma luta constante contra o seu surgimento. Talvez esteja já lá, dormente, à espera dum momento qualquer para se vingar da vida. E para causar sofrimento aos que se encontram dependentes daquela vida.

Não acredito na reencarnação, não acredito que as almas perdurem para além da sua existência física. Acredito que o que faz de nós unos e distintos acaba no dia em que a morte se manifesta. Tudo o que fomos, o que somos e sobretudo o que nunca seremos termina ali. É um ponto final para nós e um ponto sem fim para os outros que desesperados se agarrarão ao vazio de algo que já não é… e se esvairão em lágrimas numa tristeza sem fim…

De onde vem a morte?

Vem de cima? Sempre a direito? Ou assim sinuosamente, como um fumo invertido? Vem de lado? Vem pelo caminho mais perto desde o último gajo que morreu até ao próximo a morrer? Vem de baixo, do sítio onde a maioria deles mora? Passa por chaminés, portas e janelas, canos do esgoto, fios de electricidade, passa por rachas da parede, pelo espaço que fica entre um átomo e outro átomo? Ou vai sempre a direito e as paredes e a mobília e os electrões que se arrumem?
Ou será que a morte mora dentro da gente e passa a notar-se quando a vida se vai embora? E... Para onde irá a vida?

lá fora

Encosto o ouvido ao teu coração. Pulsa tão depressa como o meu, mas os seus batimentos preenchem os intervalos entre os que soam em mim. Ora o teu som é um eco, ora o meu é as sobras.
Ruído nosso. Os passos ao lado embatem num tom grave - ponta e calcanhar quase indistintas -, logo abafado pela sola grossa. Em sincronia, os meus: articulados, com um arrastar leve sobre as pedras cortadas em ângulos quase rectos e embrulhadas numa película de água. Vozes fora de nós. Das luzes, sobem numa fita em que as palavras se perderam, cortadas em pedaços e misturadas, sem pausas nem melodia. O sempre decorativo cão que ladra da distância. Ramos agitam-se; não respondemos. É bom que nos encontremos no silêncio, penso. Descemos a rua.

3.12.06

A lógica da publicidade

Ligo a tv e apercebo-me de que deixei de comprender a lógica de alguns anúncios.
Eu não mudei substancialmente. Também ainda não me morreram os neurónios todos.
Contudo, alguma coisa vem mudando substancialmente.

Que Martelo, aos Domingos?

Que cobra! Que rato! Que fuínha! Que doninha! Que bode velho!

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