28.2.07

"Máximas da treta que são tão velhas como a humanidade"

Vida

Muitos de nós passam-na a pensar no que poderia ter sido se... se se tivesse feito alguma coisa diferente. Se se tivesse tomado aquela decisão, naquele longínquo ano em que fomos na direcção contrária. Se não nos tivessem limitado os poderes de decisão. Se...

Se...

O “se” não devia de existir. Tal como o passado já não existe. Deixou de existir quando passou. Não existe, é apenas lembrado, como aqueles que morrem o são, pelo bem ou pelo mal. O futuro não existe. Nunca vai existir. Não é uma entidade à qual vamos chegar porque, quando chegamos, não é futuro, é presente. A única coisa que existe é o que é, o que está, o que acontece, o que somos. É com isso que vivemos e temos de viver. Não podemos viver a pensar no que vai ser, no que foi, no que não temos e o “outro” tem. Temos de viver a sentir o que temos como nosso, o presente como bom, a potenciar aquilo que temos de bom e desvalorizar (e resolver) o que temos de mau. Diz o ditado popular “tudo tem solução menos a morte”. Mesmo essa tem solução porque o que não tem solução está solucionado. Não vale a pena pensarmos no que não podemos resolver, o melhor é guardar forças para aquilo que, realmente, podemos.


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